Se as folhas são as responsáveis pela fotossíntese e respiração das plantas, então como é que os cactos respiram, se a maioria deles (99%) não têm folhas mas só espinhos? Embora os espinhos sejam considerados folhas modificadas (se transformaram para se adaptar às necessidades da planta), ao contrário das folhas, eles não apresentam os estômatos - que são canais existentes entre as células, cuja função é permitir a entrada de ar e a movimentação de vapor de água para dentro e fora da planta. Por incrível que pareça os cactos respiram mesmo é pelo caule, pois é nele que se localizam os estômatos.
Em regiões muito secas, é comum a presença de cactos sem folhas. Aqui no Brasil, por exemplo, o mandacarú (Cereus peruvianus) é abundante na Região Nordeste. Nesses cactos, as funções de fotossíntese, respiração e transpiração são desempenhadas pelos caules. Outra curiosidade: como a quantidade de estômatos presentes nos caules dos cactos é pequena, pode-se dizer que esse tipo de planta respira menos do que outras mais folhosas.
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Água contaminada por uma fábrica na Mongólia Interior fumega enquanto escorre para o curso superior do rio Amarelo.
"Uma crise fermenta no coração setentrional da China. Fonte de vida, o rio Amarelo sucumbe à poluição e ao uso excessivo da sua água.
(...) Enquanto o rio Amarelo serpenteia pela paisagem estéril da região centro-norte da China, reluz no horizonte uma visão de esplendor, mesmo sob um céu inclemente: ali florescem arrozais verde-esmeralda, hectares de girassóis amarelos e viçosos campos de milho, trigo e goji. Não se trata de uma miragem. O vasto oásis da região setentrional de Ningxia, quase a meio do percurso de 5.460 km percorrido pelo rio entre o planalto do Tibete e o mar de Bo Hai, sobrevive há mais de dois mil anos, sensivelmente desde a altura em que o imperador Qin para ali enviou um exército de engenheiros-camponeses, que construíram canais e cultivaram produtos agrícolas para alimentar os soldados que defendiam a Grande Muralha da China.
(...)
Este paraíso sobre a Terra está a desaparecer rapidamente. A proliferação de fábricas, explorações agrícolas e cidades suga tudo e deixa o rio Amarelo seco. A pouca água que resta está a ser envenenada."
Factos importantes:
- Em mais de metade do percurso do rio Amarelo, a água não é potável;
- Ao longo do curso inferior do rio, existem várias "aldeias cancerígenas" onde a poluição fez disparar em flecha a incidência de cancro do estômago ou do esófago;
- Quase dois terços da população rural da China consomem água poluída;
- Cerca de metade da população da China vive no Norte, onde a procura de recursos hídricos excede a oferta;
- Das cerca de 660 cidades da China, mais de 400 não dispõem de água em quantidade suficiente e em mais de 100 registam-se graves quebras;
- Com tanta água desviada para irrigação e indústria, o rio secou durante vários dias, antes de chegar à foz, em nove dos dez anos da década de 1990;
- Algumas barragens, em vez de ajudarem a evitar as cheias, abrandam a corrente do rio, aumentam os depósitos de sedimentos e as inundações a montante;
- O consumo de águas subterrâneas quase duplicou desde 1970, devido à poluição da água do rio. Na actualidade, dois terços do consumo total de água provêm de aquíferos e o lençol freático não pára de diminuir;
- A água na China era gratuita até 1985;
- O aquecimento global está a acelerar o recuo dos glaciares, que alimentam os principais rios chineses, e o avanço dos desertos;
- Para salvar os grandes rios, a artilharia e os aviões bombardeiam as nuvens com cristais de iodeto de prata, em torno dos quais a humidade pode acumular-se e tornar-se suficientemente pesada para cair sob a forma de chuva.
Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, concluiu que um tipo de feijão é capaz de "avisar" seus vizinhos da presença de inimigos. A comunicação se dá por meio da liberação de certas substâncias químicas no ar.
O estudo foi feito com folhas da espécie Phaseolus lunatus, conhecida popularmente como feijão-de-lima. Os pesquisadores fizeram com que uma das folhas fosse atacada por pequenos aracnídeos da espécie Tetranychus urticae. Depois, analisaram as plantas que não foram atacadas e perceberam que nelas cinco genes de defesa haviam sido ativados.
Uma planta desse tipo, quando atacada, ativa suas próprias defesas, liberando determinados compostos químicos. Eles são capazes de não só tornar a planta mais difícil de ser digerida pelo atacante - provocando uma espécie de indigestão - como também de atrair os predadores de seu inimigo para um banquete.
A novidade é que, além de providenciar a defesa da planta atacada, essas substâncias avisam suas colegas de que há inimigos na região. Segundo os pesquisadores, cujo estudo foi publicado na revista Nature (agosto/2000), "devidamente alertadas, essas plantas podem preparar suas defesas contra os aracnídeos antecipadamente".
Os cientistas destacam a importância do estudo para a criação de novos métodos para proteger as plantas de herbívoros.