Nasa lançará foguete para estudar condições de vida humana na Lua

Postado por Mazinha

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Washington, 15 jun (EFE).- A Nasa, agência espacial norte-americana, lançará na próxima quinta-feira o foguete Atlas V, que levará dois novos equipamentos para a Lua, com o objetivo de estudar as condições de vida humana no satélite.
"Estes robôs, que vão fazer as primeiras missões da Nasa na Lua em mais de uma década, são nossos exploradores, para conhecer melhor o terreno e as condições do ambiente para a presença humana", disse o diretor de lançamentos da Nasa, Chuck Dovale, hoje, em entrevista coletiva.

As missões coincidem com o aniversário de 40 anos da chegada do home à Lua.
A princípio, a sonda lunar deveria partir na quarta-feira, mas o lançamento foi atrasado um dia para que não coincidisse com a saída da nave "Endeavour', que não pôde ser lançada no sábado passado, devido a um vazamento de combustível em um encanamento do tanque exterior da nave.

O Orbitador de Reconhecimento Lunar (LRO, em sua sigla em inglês) ficará em órbita em torno da Lua e enviará seus equipamentos para o satélite para continuar os estudos. Uma das tarefas destes instrumentos é buscar lugares para futuros pousos de astronautas.

A Bomba de Observação de Cratera Lunar (LCROSS, em sua sigla em inglês) conduzirá uma parte vazia do foguete a uma cratera que está permanentemente na sombra, em busca de provas da existência de água nos pólos lunares.
Os cientistas acreditam que se encontrarem gelo no satélite da Terra, a água poderia ser usada não somente para matar a sede dos astronautas e possíveis colonos, mas como fonte de combustível para explorações além da Lua.
Eles afirmaram que há crateras profundas nos pólos da Lua que não recebem luz do Sol há dois bilhões de anos ou mais e, que se houvesse água no satélite, sob temperaturas de 200 graus Celsius abaixo de zero, poderia haver gelo na superfície. EFE

 

Fonte: Noticias

Planta é capaz de avisar às companheiras que vai sofrer um ataque

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Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão, concluiu que um tipo de feijão é capaz de "avisar" seus vizinhos da presença de inimigos. A comunicação se dá por meio da liberação de certas substâncias químicas no ar.
O estudo foi feito com folhas da espécie Phaseolus lunatus, conhecida popularmente como feijão-de-lima. Os pesquisadores fizeram com que uma das folhas fosse atacada por pequenos aracnídeos da espécie Tetranychus urticae. Depois, analisaram as plantas que não foram atacadas e perceberam que nelas cinco genes de defesa haviam sido ativados.
Uma planta desse tipo, quando atacada, ativa suas próprias defesas, liberando determinados compostos químicos. Eles são capazes de não só tornar a planta mais difícil de ser digerida pelo atacante - provocando uma espécie de indigestão - como também de atrair os predadores de seu inimigo para um banquete.
A novidade é que, além de providenciar a defesa da planta atacada, essas substâncias avisam suas colegas de que há inimigos na região. Segundo os pesquisadores, cujo estudo foi publicado na revista Nature (agosto/2000), "devidamente alertadas, essas plantas podem preparar suas defesas contra os aracnídeos antecipadamente".
Os cientistas destacam a importância do estudo para a criação de novos métodos para proteger as plantas de herbívoros.

Estudo vincula testículos grandes a cérebro pequeno

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Um estudo científico realizado entre 334 espécies de morcegos indica que os exemplares com os testículos maiores têm cérebros menores. A pesquisa publica nesta terça-feira a revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Letters.
A pesquisa, realizada por especialistas da Universidade de Syracusa, em Nova York (EUA), explica que desenvolvendo muito os testículos, o cérebro dos morcegos teria um crescimento inferior ao normal.

O desenvolvimento dos testículos em algumas espécies foi um recurso da seleção natural para atrair as fêmeas. Em alguns casos, o tamanho dos genitais equivale a 8,5% da massa corporal total, enquanto a proporção encontrada nos macacos é de 0,02 a 0,75%.

Os cientistas comprovaram que, nas espécies cujas fêmeas são promíscuas, os machos com os maiores testículos e cérebros menores são os com mais chances de chamar atenção e procriar. A escolha entre genitais ou cérebro acontece, segundo a equipe de Scott Pitnick, porque em ambos casos se trata de "tecidos custosos".

"Como os cérebros relativamente grandes são metabolicamente custosos de desenvolver e de manter, as mudanças de tamanho podem ser acompanhados por transformações compensatórias em outros tecidos custosos", afirmam os cientistas no artigo.

Os cérebros menores foram detectados nas espécies de morcego cujas fêmeas têm comportamento promíscuo e dentro de um sistema de grupos com muitas fêmeas e machos onde se procura obter o maior número de cópulas. "Em contraste, a promiscuidade masculina não tem nenhum impacto evolutivo no tamanho do cérebro", apontam os especialistas.

Os cientistas constataram que, nas espécies monogâmicas de morcego, os machos têm os cérebros relativamente grandes.

Cheesy Cheesy Cheesy

Estudo esclarece como coçar alivia a coceira

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Da BBC Brasil
Cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, concluíram que coçar ajuda a aliviar uma coceira ao bloquear a atividade em células nervosas da medula espinhal que transmitem a sensação ao cérebro.

Os mecanismos fisiológicos envolvendo o alívio da coceira devido ao ato de se coçar não são completamente compreendidos pelos cientistas, e o estudo americano procurou uma explicação para isso.

Estudos anteriores sugeriram que uma parte específica da medula espinhal, o trato espinotalâmico, tinha um papel muito importante neste processo.

Células nervosas nesta área se mostraram mais ativas quando substâncias que causam coceira são aplicadas na pele.

Mas, este último estudo, realizado com primatas, descobriu que coçar a pele bloqueia a atividade de células nervosas no trato espinotalâmico durante a coceira, evitando que a medula espinhal transmita os sinais da área da pele que foi coçada para o cérebro.

O estudo americano foi publicado na revista especializada "Nature Neuroscience".

Coceira crônica

Existem muitas causas para a coceira, incluindo mais de 50 doenças como Aids, herpes-zóster ou problemas de vesícula. A coceira causada por muitas doenças pode afetar a qualidade de vida e não pode ser tratada.

O pesquisador Glenn Giesler espera que o estudo leve à descoberta de novas formas para aliviar a coceira crônica pela primeira vez.

No entanto, o cientista afirmou que ainda são necessárias mais informações a respeito dos processos químicos que estão na base deste efeito.

Para o professor Gil Yosipovitch, especialista em coceira da Universidade Wake Forest, na Carolina do Norte, afirmou que a descoberta é "potencialmente importante".

"Apesar de termos ainda um longo caminho a percorrer, métodos que podem induzir uma sensação prazerosa da coceira sem danificar a pele, por meio de estímulo mecânico ou medicamentos que possam inibir estes neurônios, poderão ser desenvolvidos para tratar a coceira crônica."

Mas, o professor Yosipovitch destacou que arranhar e coçar são fenômenos envolvendo fatores como emoção e a fisiologia.

"A principal questão em aberto é o que acontece nos pacientes que sofrem com a coceira crônica, onde coçar pode agravar ainda mais a percepção da coceira", acrescentou.

Para Paul Bays, do Instituto de Neurociência Cognitiva do University College de Londres, o estudo fornece uma parte importante da explicação de como a sensação de coceira é reduzida.

"No entanto ainda não está clara a razão de como coçar tem este efeito, ou a razão de ser eficaz apenas para coceiras e não para sensações de dor - que são transmitidas pelo cérebro pelos mesmos caminhos", afirmou.